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Por que o Brasil não importa políticos além de médicos?

Opinião

22/06/2022 09h23 Atualizada há 3 dias
Por: Mônica Ornelas
Mônica Ornelas Galvão, professora especialista em Língua Inglesa e MBA em Gestão de Instituições Educacionais. monica_orneles@hotmail.com (Foto: Arquivo Pessoal)
Mônica Ornelas Galvão, professora especialista em Língua Inglesa e MBA em Gestão de Instituições Educacionais. monica_orneles@hotmail.com (Foto: Arquivo Pessoal)

É certo que o mundo contemporâneo, especificamente o Brasil convive com uma crise política de repercussão vergonhosa, o nosso país devia importar políticos de países que são modelos em gestão pública como a Finlândia, da mesma forma como fez no programa Mais Médico. Este país faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que prevê investimento em infraestrutura dos hospitais e unidades básicas de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou não existem profissionais. Hoje, o Brasil possui 1,8 médicos por mil habitantes. Levar médicos para regiões carentes é apenas uma vertente de uma série de medidas estruturantes para aprimorar a formação médica e diminuir a carência de profissionais médicos no país. As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais. No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros, com a intenção de resolver esse problema, que é emergencial para o país. Por que não criar um programa especial em gestão pública para melhorar a educação e a saúde? Temos um grande exemplo de gestão política educacional na Finlândia. O Ministério da Educação não tem as mesmas funções que o MEC brasileiro. Responsável pela elaboração de políticas públicas e de legislação, ele as propõe ao Parlamento, que pode aprová-las ou não. É um órgão de caráter menos executivo. O Conselho Nacional de Educação age mais efetivamente na implementação das leis. Um exemplo: o Ministério opta pela existência de um currículo mínimo nacional. O Conselho, então, fica responsável pelo desenho desse currículo. Abaixo dele, estão os chamados escritórios estaduais, cuja função na prática é a elaboração de estatísticas sobre determinadas regiões. Quem realmente executa são os municípios. O material didático usado por eles não é inspecionado pelo Ministério desde 1990, quando o processo de autonomia se consolidou. Os municípios e as escolas têm liberdade para escolher o material didático mais adequado às suas realidades. Os alunos já vêm com repertório e formação consolidada para a universidade, adquiridos durante o ensino fundamental e médio. Aliás, eis outro aspecto digno de nota: o ensino fundamental é obrigatório e de graça para todos os alunos. Isso inclui materiais escolares, merenda, atendimento médico, atendimento dentário e transporte. Não é um bom exemplo a ser copiado pelo Brasil? Por outro lado, há um turbilhão de contradições no sistema educacional e de saúde no Brasil. Sistema torpe e sem credibilidade o nosso.

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