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Escola da rede pública estadual promove valorização da história e cultura dos povos amazônicos

A atividade teve palestras, exposição de expressões racistas e imagens de quilombo, jogos afro-indígenas, workshop sobre pintura corporal afro-indígena e exibição de curtas

19/05/2023 21h15
Por: Helder Peixoto Fonte: Secom Pará
Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Alunos da Escola Estadual Benjamin Constant, em Belém, participaram da 1ª Socialização de atividades da educação integral do ensino fundamental e médio, promovida pela unidade. A ação, finalizada nesta sexta-feira (19), fez parte da culminância das ações pedagógicas desenvolvidas durante o ano letivo, para promover uma abordagem que reconheça e valorize a história e a cultura dos povos originários e formadores de grande parte da população paraense.

A pintura corporal chamou a atenção dos estudantesCom o tema “Dia nacional de combate ao racismo: reconhecimento e valorização da história e cultura dos povos amazônicos”, a programação teve como objetivo trabalhar a educação antirracista, e contou com atividades pedagógico-didáticas, pautadas no reconhecimento e na valorização da história e cultura dos povos amazônicos, como apresentação musical, palestras, exposição de expressões racistas e imagens de quilombo, jogos afro-indígenas, workshop sobre pintura corporal afro-indígena e exibição de curtas. Houve ainda visita à comunidade quilombola, no último dia 10.

“A iniciativa foi pensada e organizada no sentido de destacar o reconhecimento e a valorização dos povos amazônicos e seus traços fenotípicos, estéticos e a aparência, algo negado e ainda não valorizado como deveria na nossa sociedade. Dessa forma, as atividades serviram para destacar a importância e valorização desses aspectos que lhes são comuns, pois vimos como os próprios alunos se sentiram representados, vistos e valorizados em seus traços físicos e culturais”, ressaltou Rodrigo Santos, professor de Sociologia.

Experiência- A ação envolveu todas as disciplinas e contou com a participação não só dos estudantes, mas de toda a comunidade escolar. O aluno Wendel Kauã, do 1° ano, disse que “as partes que mais me chamaram atenção foram a pintura facial, o momento da trança e o desfile. Aprendi muitas coisas sobre os povos indígena e africano que eu não sabia. Foi uma experiência incrível! É importante para as pessoas saberem que não se deve julgar ninguém pela sua cor ou pela sua religião, e que devemos tratar todo mundo com o seu devido respeito”, afirmou Wendel.

Aluna Paola Conceic?a?o (à esq.) aprovou a programaçãoA aluna Paola Conceição, do 1° ano, também aprovou a iniciativa. “Achei bem legal essa iniciativa da escola de nos incentivar a participar. Ao mesmo tempo em que a gente participa, também enriquece mais nosso conhecimento. Isso me dará uma nova perspectiva sobre as coisas; irá me fazer alguém com o pensamento mais aberto, mais amplo, além de ter uma ideia melhor a respeito de outras culturas e povos”, acrescentou.

Texto: Bianca Rodrigues - Ascom/Seduc

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